Dianova

Promovendo e accionando uma Cultura de Cooperação

A aplicação do conceito e da prática de Capital Social junto das organizações da sociedade civil é da maior relevância. Robert Putnam (1993) define Capital Social como as “características das organizações sociais, tais como redes, normas e confiança, que facilitam a coordenação e cooperação com vista a benefícios mútuos”.

O Capital Social deveria ser a forma mais proeminente e valorizada de capital visto fornecer a base sobre a qual construímos uma sociedade verdadeiramente civil. Segundo Grootaert Christiaan, em “Social Capital: The Missing Link” (1997), o “capital social refere-se à coerência social e cultural interna da sociedade, às normas e valores que regem as interacções entre as pessoas e as instituições nas quais estão embutidas. O capital social é a cola que mantém as sociedades e sem a qual não pode haver lugar ao crescimento económico ou ao bem-estar humano. Sem capital social, a sociedade entrará em colapso…”.

Representando as organizações não lucrativas o epítome do capital social em acção, traduzido em grupos de pessoas que se juntam voluntariamente para prosseguir uma necessidade colectiva, Nancy King (2004) afirma que as “origens e operações das organizações não lucrativas encontram-se alinhadas com as dimensões chave do capital social: redes, relações e confiança e visão partilhada e normas. As organizações e os seus líderes devem nutrir o capital social com vista a recrutar os seus membros, aumentar o apoio filantrópico, desenvolver parcerias estratégicas, envolver-se em lobby, incrementar relações com a comunidade e criar uma missão e visão estratégica partilhada junto da organização e dos seus membros”.

Como agente proactivo do sector da Sociedade Civil, a Dianova não só participa nas diferentes redes de âmbito nacional e internacional, tendo por exemplo Estatuto Consultivo Especial junto do Conselho Económico e Social das nações Unidas (ECOSOC www.un.org/ecosoc) para as áreas da Educação, Juventude e Toxicodependência, mas também na construção e solidificação da sua própria rede internacional, orientada à gestão do conhecimento e partilha de boas práticas, operando em 11 países da Europa, América Latina e América do Norte.

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O Capital Social requer um enfoque relacional, constituindo as relações sociais a base para estabelecimento de compromissos, confiança, troca de informação, facilitando a cooperação e partilha de recursos que criam valor organizacional. Sem estas relações e redes, formadas por pessoas que necessitam umas das outras para alcançar objectivos económicos, psicológicos e sociais comuns, o denominado Sector da Sociedade Civil ou Terceiro Sector e a Economia em geral não sobreviveriam.

+Info no site Social Capital Gateway

+Info Relatório 2008 "Lessons from Abroad: the third's sector role in public service transformation", com capítulo dedicado a Portugal: "The role and work of the third sector in Portugal", Dr. Joel Hasse ferreira e Prof. Doutor Paulo-Kuteev Moreira

+Info sobre Estudo Confiança e Credibilidade Barómetro da Confiança 2011 (Edelman)

+Info pdf Glossário de Cooperação IPAD-MNE

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