Ainda é usual constatar que os Pais/Encarregados de Educação e Professores nem sequer coloquem a hipótese de os seus filhos/alunos consumirem drogas, não chegando nem a perguntar-lhes se o fazem e o porquê de o fazerem. Quer por falta de informação, pelos mitos associados e má publicidade, quer por não se encontrarem preparados para enfrentar o problema, o certo é que não há nada mais saudável como medida de prevenção como um diálogo sensato, franco e objectivo acerca das drogas, evitando-se desta forma preocupações, mal-entendidos e sofrimento desnecessários.
Enfrentar o problema e nunca negá-lo é ainda a melhor solução:
- Procure a oportunidade para dialogar franca e abertamente com o seu filho, amigo ou familiar, sobre os porquês e como chegou à toxicodependência;
- Demonstre o seu desejo em ajudá-lo a sair do problema e que o problema é de ambas as partes;
- Procure conselhos e ajuda de profissionais especializados no tratamento de toxicodependência e com pais de famílias com problemas idênticos;
- ...e jamais se esqueça que um toxicodependente precisa, para além do tratamento médico e psicológico, do apoio e carinho da família e dos verdadeiros amigos.
Uma família unida que dá atenção aos seus filhos pode estar a fazer frente contra as drogas. Os jovens que crescem com amor e segurança, que têm liberdade de expressão e de desenvolvimento de capacidades e se sentem compreendidos provavelmente nunca farão uso de drogas. Pais/Encarregados de Educação e ou Professores têm muitas oportunidades para preparar os jovens contra o uso e abuso de drogas. A educação dos jovens é um desafio difícil, há que trabalhar os delicados equilíbrios de liberdade e controlo, o aspecto e as normas, há que por limites mas com amor. Desde que nasce, o ser humano começa a aprender e a maior parte da aprendizagem é realizada graças à capacidade de imitação.
Independentemente do estilo educativo que preconize (mais ou menos intolerante ou permissivo), abra um canal de comunicação constante, sólido e bi-direccional entre si enquanto Pai e/ou Mãe ou Professor, os seus filhos/alunos ou mesmo familiares e amigos:
- Respeite os seus filhos e considere-os como pessoas importantes; Dedique-lhes mais tempo para conversar, partilhar refeições, fazer trabalhos de casa, falar com amigos;
- Transmita, expresse, infunda amor, segurança e apoio incondicional aos seus filhos;
- Procure estabilidade com o seu companheiro. As discussões naturais entre o casal devem ser realizadas em privado, ou na melhor das hipóteses evitá-las, de forma a não causar-lhes ansiedade;
- Seja um amigo, companheiro do seu filho, demonstrando-lhe confiança, para poder ouvir as suas confidências. Compreendê-los e orientá-los, doseando a autoridade; Esteja presente quando os seus filhos necessitem; Oriente-os e apoie-os para que aprendam a aceitar as suas responsabilidades;
- Estabeleça regras de disciplina em casa e vele pelo seu cumprimento; Evite maus exemplos;
- Brinde-os com a possibilidade de se explicarem; Critique-os de forma construtiva sem ridicularizá-los, desqualificá-los ou compará-los a outros;
- Dê-lhes responsabilidades de acordo com as suas idades; Seja consistente com as normas e limites que impõe;
- Valorize-os, reconhecendo o que fazem e quem são; Diga-lhes abertamente o que gosta neles, enfatizando o positivo e o negativo.
Em caso de urgência
Avisa imediatamente um médico, que decidirá as medidas a tomar e administrará, eventualmente, um tratamento. Devendo este ser informado, da forma mais completa possível, acerca do produto ou substância ingerida, fumada e/ou injectada.
Enquanto se aguarda a chegada do médico, em caso de overdose de ópio, heroína, morfina, barbitúricos ou outros medicamentos, se o indivíduo ainda respira bem e tem pulso, mas está inconsciente ou comatoso, não lhe deverá ser dado nada de beber e deverá ser virado de frente para que, se vomitar, não se asfixie. Se este estiver azul, com dificuldade para respirar ou já não respirar, deverá ser feita imediatamente a respiração artificial, boca a boca, dado que em caso de paragem respiratória, morre em minutos. Assim voltar-lhe a cabeça para trás, tapar o nariz, soprar na boca em intervalos, umas 15 vezes por minuto, até à chegada do médico ou da ambulância, ou até recuperar normalmente a respiração.
No caso de LSD ou haxixe, se o indivíduo começar a sentir-se angustiado, perseguido ou aterrorizado, deverá ser tranquilizado, ser colocado num ambiente tranquilo e pacífico, rodeado de afecto, evitando-se todas as piadas de mau gosto que o deixarão mais angustiado e todos os gestos que possam ser interpretados como uma ameaça, ficar com ele, não o deixando sozinho, e avisar o médico caso a agitação, a angústia, o delírio ou o pânico persistam.
Caso necessite de informação ou ajuda:
- Urgências: 112
- Linha Dianova: 808 244 000
- Linha NA: 800 202 013
- AA: 217 162 969
- Linha SIDA: 800 266 666
- SOS SIDA: 800 201 040
- Sexualidade em Linha: 800 222 002
- Linha Vida SOS Droga: 1414











