Dianova

Drogas e Prevenção

A sexualidade e as relações sexuais devem ser vividas de forma tranquila, despreocupada e agradável. Para tal é necessário ter algumas precauções para não se correrem riscos desnecessários como uma gravidez não desejada ou uma doença sexualmente transmissível que trarão problemas futuros. É muito importante que haja um conhecimento do parceiro com o qual se tem uma relação sexual, assim como permanecer sóbrio dado que o consumo de drogas diminui a capacidade de fazer as escolhas acertadas.

O consumo de drogas é muitas vezes associado a um aumento do desejo e potência sexual, menor tensão e maior descontracção para novas experiências. No entanto, este tem efeitos negativos na qualidade das relações sexuais, podendo provocar sequelas muito graves para a sexualidade e para a saúde em geral. Vejamos:

  • O álcool para além de provocar desinibição, em doses elevadas, retarda o processo de excitação, leva à perda de coordenação, e o consumo frequente bloqueia a resposta sexual e provoca impotência sexual.
  • O consumo frequente de cannabis, reduz os níveis de testosterona e pode diminuir a produção de espermatozóides e desregular o ciclo menstrual, para além de diminuir o desejo sexual e causar disfunção eréctil.
  • A cocaína se consumida frequentemente provoca também disfunções sexuais e infertilidade em ambos os sexos.
  • A heroína diminui o desejo sexual, dificulta a erecção e ejaculação e provoca disfunção orgásmica.
  • Ecstasy provoca disfunções sexuais generalizadas e também afecta os ciclos menstruais, tornando-os irregulares, dolorosos ou inexistentes.
  • LSD leva a uma experiência sexual confusa e difusa devido às alucinações que produz, provocando o seu uso continuo ansiedade, pânico e repetição dos primeiros efeitos, afectando a sexualidade.
  • As anfetaminas provocam lesões neurológicas e ansiedade, levando ao descontrolo na ejaculação e à impotência.
  • Os esteroídes apesar de serem utilizados para aumentar a virilidade, depois de consumidos por algum tempo ocasionam um aumento da próstata e a diminuição dos testículos.
  • Globalmente, o consumo de drogas provoca também uma perda de consciência, dificultando a tomada de decisões de acordo com aquilo que realmente se deseja ou sente, e não se controlando os impulsos. Provocando portanto um descontrolo e diminuindo a percepção do risco, ficando a pessoa mais exposta a situações de abuso sexual, a uma gravidez não desejada ou à contracção de doenças sexualmente transmissíveis.

 

"A prevenção do HIV/SIDA é uma questão de direitos humanos. (...) Podem dizer que a SIDA é com os outros, mas basta um comportamento (de risco) para esse cenário se alterar."
Prof. Victor Cláudio, ISPA, in Revista Informação SIDA, 51, Ano IX, Julho/Agosto 2005

Para prevenir riscos podem ser utilizados vários métodos contraceptivos, variando a sua eficácia: Pílula (é um método muito seguro (eficácia próxima dos 100%), não protegendo no entanto das DST; Contracepção de emergência ou pílula do dia seguinte (deve-se tomar o mais rápido possível, dentro das 72 horas; tem menor eficácia contraceptiva que outros métodos, existindo sempre a possibilidade de gravidez); Preservativo (é um método muito seguro, com um papel fundamental na prevenção das DST); Dispositivo intra-uterino (não protege das DST e pode aumentar as dores menstruais e o fluxo, e facilitar o aparecimento de infecções intra-uterinas); Contracepção hormonal injectável (injecção trimestral); Diafragma (a sua segurança é relativa, proporcionando uma reduzida protecção das DST); Espermicida (um método pouco seguro com pouca protecção face às DST.

Dois novos métodos de contracepção: Autocolante, um adesivo que liberta hormonas através da pele, as quais entram na corrente sanguínea, impedindo a ovulação; tem a mesma eficácia da pílula, bem como os mesmos efeitos secundários; Implante intradérmico – é um bastonete colocado por baixo da pele que liberta gradualmente e de forma contínua Etonogestrel. Tem uma elevada eficácia contraceptiva desde as primeiras 24 horas, prolongando-se durante 3 anos. Provoca alterações no ciclo menstrual (cerca de 6 meses a um ano a mulher deixa de menstruar), que se normalizam após a remoção do implante.

Métodos Naturais: são métodos de abstinência periódica que implicam uma aprendizagem durante algum tempo e o acordo dos parceiros. Estes são aconselhados para determinar a melhor altura para a concepção. Todos estes métodos não protegem das DST e implicam uma observação diária tais como: Método do calendário; método do muco; método da temperatura; coito interrompido; laqueação de trompas e vasectomia (métodos definitivos, não sendo aconselhados para jovens saudáveis).

pdf Avaliação das Práticas Contraceptivas nas Mulheres

Para mais informações, dispões da Sexualidade em Linha 808 222 003 (dias úteis das 12:00 às 19:00H e sábados das 10:00h às 17:00H) e ainda os sites:

logo_ipj Instituto Português da Juventude

logo_spg Sociedade Portuguesa de Ginecologia

logo_fnaj Federação Nacional das Associações Juvenis