Doenças Sexualmente Transmissíveis

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são doenças infecciosas, provocadas por microorganismos, como vírus, bactérias e protozoários, que se transmitem através do contacto sexual, desde que um dos parceiros esteja infectado. A possibilidade de infecção ou transmissão de uma DST é maior com o aumento do número de parceiros sexuais.

As DST mais frequentes e mais graves são:

Chlamydia: transmite-se através do sexo vaginal, anal e oral. Os sintomas aparecem de 7 a 21 dias depois de ter relações sexuais, como corrimento genital anormal e ardor ao urinar (disúria). Nas mulheres pode haver também dor abdominal baixa ou dores durante as relações sexuais (dispareunia). Nos homens pode existir inchaço e dores nos testículos. Se não for tratada pode causar danos nos orgãos reprodutores ou esterilidade permanente. Uma mãe infectada pode contagiar o bebé durante o parto, provocando um nascimento prematuro, pneumonia e infecções dos olhos do recém-nascido. Tratamento com antibióticos.

Gonorreia: transmite-se através do sexo vaginal, anal e oral. Os sintomas aparecem geralmente 2 a 10 dias após a relação sexual, como corrimento purulento pela uretra, ou pelo recto, ardor, prurido e vermelhidão local. Se não for tratada pode provocar infertilidade e dores pélvicas crónicas nas mulheres e esterilidade nos homens. Pode causar doenças das articulações, do coração ou do cérebro. Nas crianças infectadas durante o parto podem cegueira e doenças como meningite e artrite. Tratamento com antibióticos.

Hepatite B: transmite-se através do sexo vaginal, anal e oral, de partilha de seringas, de tatuagens ou “piercings” com instrumentos não esterilizados e através de transfusões ou contacto com sangue contaminado. Os sintomas aparecem entre 1 e 9 meses depois de contacto com o vírus da hepatite B, como febre, cefaleias, dores musculares, fadiga, perda de peso e de apetite, vómitos e diarreia. A lesão no fígado pode provocar urinas escuras, dores abdominais e icterícia. A maioria dos doentes evoluem para a recuperação, mas permanecem portadores da doença. A hepatite crónica pode evoluir para cirrose ou cancro do fígado. As grávidas infectadas podem transmitir a doença aos filhos que se podem tornar portadores crónicos. Não existe cura para a doença instalada.

Herpes genital: transmite-se por contacto pele com pele durante as relações sexuais vaginais, orais ou anais. Os sintomas aparecem de 2 a 30 dias depois de ter relações sexuais, como comichão (prurido) e sensação de queimadura nas zonas genitais. Podendo provocar também dores nas pernas, nádegas e zonas genitais, corrimento vaginal, dores ao urinar e inchaço dos glânglios das virilhas. Não existe cura, podendo-se apenas reduzir bastante o tempo de recuperação com a toma de certos medicamentos.

Papiloma Vírus Humano (PHV): os vírus são transmitidos por contacto da pele infectada e com lesões com a pele de outra pessoa, durante as relações sexuais vaginais, orais ou anais, ou contacto acidental não sexual e de objectos de uso diário. O sintoma mais evidente é a formação de verrugas, com o aparecimento de condilomas que se desenvolvem no interior das zonas genitais, anais ou garganta. Não existe cura definitiva para a infecção sendo os meios de tratamento variados. As pessoas infectadas correm o risco de cancro do colo do útero, da vulva, da vagina, do pénis e do anús, devendo portanto realizar exames regularmente para vigilância.

Pediculose Púbica (“chatos”) : transmite-se por contacto sexual directo, passando os piolhos, larvas ou os ovos dos pêlos púbicos do hospedeiro para os do novo contagiado, podendo afectar raramente também as pestanas, pêlos axilares, coxas e pêlos do peito. O principal sintoma é o prurido intenso. O tratamento é efeito através da aplicação repetida de champô de lindano (Musside, Parasil, parasiticida Barral, Sacordema), e nas pestanas de vaselina, devendo ser lavados a quente os lençóis e roupa vestida nos últimos três dias.

HIV/Sida: transmite-se através do sexo oral, vaginal e anal, do contacto com sangue infectado ou derivados e da partilha de seringas com uma pessoa infectada. Os sintomas não são sentidos por todas as pessoas que contraem a infecção, sendo estes semelhantes aos de uma gripe, como febre, perda de apetite, perda de peso, fadiga e aumento dos gânglios, e desaparecendo geralmente ao fim de uma semana a um mês, e podendo o vírus estar “adormecido” durante vários anos. No entanto, este vai destruindo o sistema imunitário da pessoa infectada, deixando-a cada vez mais vulnerável a outras infecções que podem levar à morte, como a pneumonia, a tuberculose, a meningite, o sarcoma de Kaposi e outros tipos de cancro, e passando esta a ser um veículo de contágio. Não existe cura, mas certas drogas são utilizadas em conjunto para retardarem o aparecimento do estado final da doença, bem como antibióticos e anti-retrovíricos para combater outras infecções. Das crianças nascidas de mães infectadas com o HIV cerca de 20 a 30% contraem a infecção.

Sífilis: transmite-se habitualmente através de relações sexuais vaginais, orais ou anais. Os sintomas na sua fase inicial, entre 3 e 12 semanas após as relações sexuais, são lesões indolores que se localizam geralmente nas zonas genitais, podendo também aparecer noutros locais do corpo. Esta pode ser tratada com penicilina. Se não for tratada, esta pode causar sérias lesões do coração, cérebro, olhos, sistema nervoso, ossos e articulações, podendo levar à morte, e estando a pessoa infectada igualmente mais exposta a contrair SIDA através das lesões que possui na pele. A grávida normalmente transmite a doença ao feto, caso não seja tratada, podendo ocorrer aborto e morte no período pós-natal. Caso não seja detectada a tempo, as crianças poderão ainda desenvolver lesões nos olhos, cérebro e coração.

Doença Inflamatória Pélvica: infecção bacteriana dos orgãos pélvicos femininos, como a infecção dos trompas, do endométrio (camada de revestimento do útero) e dos ovários. Os sintomas são dores persistentes, sensação de peso no baixo ventre, dores durante e após as relações sexuais, febre persistente, sangramento ou corrimento vaginal, arrepios. O tratamento é fundamental pois a infecção das trompas pode levar à infertilidade.

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