Dianova

Substâncias Psicoactivas

De acordo com Marc Schuckit (Abuso de álcool e drogas, 1998), o consumo da maioria das substâncias e da intensidade de consumo situa-se entre a 11-13 anos e os 20 e poucos anos, tendendo a decrescer ao longo da vida. Tal poderá ser explicado por estas fases da adolescência e jovem adulto serem períodos de confronto com regras estabelecidas e em que a sensação de invulnerabilidade e de maior sensibilidade às rivalidades (grupos) são mais fortes. E se a maioria dos consumidores começa com cafeína, nicotina e álcool, é pela facilidade com que obtêm estas substâncias e seu baixo custo. Quanto mais velho, mais emocional e psicologicamente estruturado, não sendo obrigatoriamente axiomático que se continuar a experimentar drogas entre numa escalada gradual de derivados de cannabis, misturas de estimulantes e/ou alucinogénios, passando para os opiáceos.

A Organização Mundial de Saúde (www.who.org) define droga como qualquer substância que tenha a capacidade de produzir um estado de dependência e estimulação ou depressão do sistema nervoso central, resultante de alucinações ou distúrbios nas funções motoras, cerebrais, comportamentais ou na percepção, e abuso similar e efeitos de doenças às estabelecidas nas Tabelas I, II, III e IV – Classificação das Substâncias Psicotrópicas, Convenção Substâncias Psicotrópicas de 1971, ONU –, devendo ser considerada uma ameaça à saúde pública e um problema objecto de controlo internacional.

Alterando o humor, o grau de percepção ou o funcionamento do cérebro, substâncias como cocaína, cannabis, heroína, ecstasy, nicotina (tabaco), cafeína do café e chá, barbitúricos e tranquilizantes, diluente, cola, LSD, anfetaminas, independentemente de lícitas (comercializáveis legalmente como álcool, tabaco, psicofármacos) ou ilícitas (passíveis de objecto de coima até pena de prisão ou compulsória), provocam problemas do foro psiquiátrico, geram problemas no meio laboral, são causa de diversos acidentes mortais e indubitavelmente contribuem para o agravamento de problemas de saúde.

Mas que efeitos produzem estas substâncias no organismo? Substâncias como anfetaminas e cocaína são estimulantes, acelerando o organismo; a heroína/opiáceos tem um efeito narcótico, provocando uma sensação de sonolência passiva; o álcool e os ansiolíticos são depressores, diminuindo a actividade do SNC; e ácidos e ecstasy são alucinogénias ou psicadélicas, alterando a percepção do mundo que nos rodeia.