Dianova

Admissões a tratamento aumentaram 19,4% em 2007

PROGRAMA EDUCATIVO-TERAPÊUTICO PERSONALIZADO EM REGIME RESIDENCIAL COM TAXA DE SUCESSO A +6 MESES de 58% e a +1 ANO de 30%

  • Admissão de Utentes a tratamento aumenta 19,4% em 2007
  • 11,6% das admissões foram Mulheres
  • Critérios de admissão exigentes contribuem para o rastreio e controlo de doenças infecciosas activas como Tuberculose e Hepatite B

Torres Vedras, 13 de Junho de 2008 – Durante o ano de 2007 a Dianova Portugal assistiu a um aumento significativo do seu grau de intervenção social, traduzido no elevado crescimento das pessoas atendidas nos diversos programas implementados e nas iniciativas desenvolvidas.  Tendo por missão desenvolver acções e programas que contribuam activamente para a autonomia pessoal e o progresso social, beneficiaram dos distintos programas Dianova de prevenção e educação (356), tratamento (70), reinserção (34) e desenvolvimento sócio-comunitário (653) um total de 1.113 pessoas (crianças, jovens e adultos de ambos os sexos).

Especificamente a nível do Tratamento de toxicodependentes, atendendo à cada vez maior complexidade e diversidade dos casos assistidos, a Dianova tem procurado criar respostas adaptadas reforçando a individualização do programa residencial em comunidade terapêutica e de reinserção, conjugação esta que se tem revelado uma mais-valia indispensável ao sucesso da intervenção da Dianova, consubstanciado nas 43 admissões de novos Utentes e 46 altas ao longo de 2007.

“Como um fenómeno complexo, multi-causal, a toxicodependência requer uma abordagem diversificada que ofereça uma atenção personalizada para o seu tratamento. Face à evolução desta realidade em Portugal, aliada à dificuldade do abandono dos consumos sem apoio especializado, a Dianova integra na sua intervenção critérios metodológicos baseados em práticas dinâmicas e implementadas por uma Equipa multi e inter-disciplinar, através de um programa educativo e terapêutico cuja finalidade é dotar o Utente de competências pessoais e sociais que lhe permitam uma saudável reinserção psicossocial”, afirma Cristina Lopes, Directora Técnica da Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas.

 

Indicadores Globais de Tratamento

A Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas, certificada em Gestão da Qualidade ISO 9001:2000 e com 40 camas convencionadas pelo Instituto da Droga e Toxicodependência, atendeu 70 pessoas com média de idades de 30 anos (62% entre os 25-34 anos, 16% 17-24 anos, 13% 35-39 anos e 10% +40 anos), 93% do sexo masculino e 7% feminino.

A substância principal que motivou o tratamento foi a heroína em 71% dos casos, 14% a cocaína, associada ou não com a heroína, 7% o álcool e 6% outras substâncias. O consumo era realizado por via injectada em 41% dos casos, fumada ou inalada em 47% e 11% por outras vias de administração.

A idade de início de consumo da droga principal ocorreu, em média, aos 19 anos e a duração do consumo foi, em média, de 12 anos, com um intervalo que varia entre 4 meses e 29 anos.

No que se refere às habilitações literárias, 1% dos utentes possui licenciatura, 24% concluíram o ensino secundário, 26% têm estudos preparatórios, 40% a escolaridade obrigatória, 7% estudos primários e apenas 1% tem estudos inferiores a estes.

Dos Utentes admitidos, 59% tiveram problemas com a justiça e/ou têm processos judiciais ainda pendentes.

Quanto às co-morbilidades fisiológicas, registou-se 1% para o VIH (1 Utente) e 43% para o HCV (30 Utentes).

Relativamente a tratamentos efectuados anteriormente, 76% dos casos tinham realizado algum tipo de programa, dos quais 62% em Comunidade Terapêutica.

 

Resultados Globais Programa Tratamento

A Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas admitiu 43 utentes, traduzido num aumento de 19,4% comparativamente ao período homólogo anterior, correspondendo a 88,3% homens (38 admissões) e 11.6% mulheres (5 admissões).

Registaram-se 46 altas, das quais 67% programadas ( 20 por conclusão de programa e 10 por derivação) e 33% não programadas (2 por motivo de expulsão e 13 por interrupção).

A taxa de sucesso (nível de retenção) a +6 meses foi de 58% e a +1 ano de 30%, evidenciando a eficácia deste programa específico em regime residencial de base cognitivo-comportamental, valores superiores aos indicadores de referência internacionais como o NTORS (Europa), TOPS e/ou DARP (EUA).

Para Cristina Lizarza, Presidente de Direcção da Dianova Portugal, “a aposta continuada que fazemos na gestão da qualidade e excelência dos nossos serviços, a personalização e diversificação da nossa capacidade de resposta, aliadas a uma abordagem multi-stakeholders e política de comunicação e cooperação institucionais público-privada, partilhando proactivamente boas práticas nacionais e internacionais, têm sido os motivos principais de reconhecimento público e incremento da nossa eficácia. Só desta forma é possível que os nossos públicos-alvo se identifiquem com a marca Dianova reconhecendo-a como uma organização de referência, estimada e de confiança.”

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