Dianova

Dianova celebra o Dia da Mãe

Torres Vedras, 4 de Maio de 2007 - A Dianova Portugal celebra o Dia da Mãe (6 de Maio) com uma acção directa a um conjunto de personalidades materializada na oferta duma Petúnia, plantada e comercializada pela Empresa de Inserção Viveiros Dianova, localizada em Monte Redondo TVD, simbolizando esta oferta uma metáfora construtiva na óptica da educação e prevenção sob o tema “Ajude a Florescer... Cuidando De Si e Nutrindo os Seus!

Laura, Sónia e Maria Helena são algumas das Mães e colaboradoras da Viveiros Dianova que diariamente ajudam a nutrir e a fazer crescer de forma saudável quer os seus filhos, quer as plantas que produzem e que constituem o âmago da sua realização profissional, inserida numa medida de inclusão social extremamente positiva que são as Empresas de Inserção.

Empresas como a Viveiros Dianova, inseridas na lógica do Mercado Social de Emprego e da Economia Social e Solidária têm por objectivos, para além da sua natureza comercial, a inserção na vida activa de populações em situação de desfavorecimento social e/ou desempregados de longa duração, como toxicodependentes reabilitados; o desenvolvimento e consolidação de competências socioprofissionais; a promoção de condições de emprego através da celebração de contratos de trabalho e a profissionalização numa área específica (neste caso concreto em floricultura).

A ideia da oferta duma Petúnia (planta com sabor floral suave) partiu destas Colaboradoras que têm como natural preocupação o desenvolvimento positivo e construtivo dos seus filhos, enquanto jovens adolescentes que atravessam esta fase crítica das suas vidas, imersos numa sociedade com estímulos contraditórios e incongruentes com a promoção de estilos de vida saudáveis e de educação para a saúde.

Como Mãe, um dos pilares responsáveis pela educação dos seus filhos, e sem se querer substituir ao papel parental, os Colaboradores da Dianova sugerem que:

  • Antecipe-se ao surgir do problema, conhecendo os factores de risco que o provocam e intervindo sobre eles;
  • Eduque através da promoção do desenvolvimento integral do jovem e favorecer o seu processo de maturação para que, caso haja contacto com as drogas, não se torne dependente das mesmas, fomentando-se estilos e hábitos de vida saudáveis que actuem como factores de protecção face ao uso indevido de substâncias como cannabis, álcool, tabaco, ecstasy, cocaína, anfetaminas…
  • Vá para além da mera informação sobre as substâncias psicoactivas, os riscos de consumo associados (e.g. gravidez precoce) e suas consequências neurológicas, físicas e comportamentais;
  • Fomente o desenvolvimento de habilidades e recursos pessoais que reforcem e tornem o adolescente menos vulnerável às pressões que exerce o ambiente no estímulo ao consumo de substâncias (amigos, pessoas de referência, meios de comunicação social, sociedade…);
  • Reforce a auto-estima do adolescente, a confiança para tolerar a frustração e melhorar o controlo emocional, de forma que a sua motivação para alcançar metas vá além do imediato e permita um esforço continuado;
  • Fomente alternativas de ocupação de tempo livre que ajudem a eleger estilos de vida saudáveis, incompatíveis com o uso de drogas.

 

As Empresas de Inserção: o que são, a quem se destinam, dificuldades de funcionamento e benefícios

Associada às novas lógicas de desemprego (recorrente, de longa duração, de baixa qualificação, recém-licenciados ou mesmo definitivo), de famílias monoparentais, de minorias étnicas, de envelhecimento da população e de sem-abrigo e toxicodependentes, têm aparecido novas situações de pobreza e de exclusão social, desestruturando e desequilibrando a sociedade. Entre outras razões, aponta-se a ineficácia ou insuficiência de respostas quer de cariz liberal, quer de natureza mais intervencionista (através de políticas de protecção e compensação social).

Sendo o emprego um direito e uma forma de facilitar o processo de inserção e inerente sucesso de integração na sociedade, foram definidas medidas de conjugação das condições de inserção social e que as tornam mais eficaz o acesso a um emprego, quer por via da formação profissional, realização de estágios quer de apoio à criação de auto-emprego.

Entre as diferentes medidas, são de salientar as Empresas de Inserção, definidas na Portaria 348-A/98, de 18 de Junho, pessoas colectivas sem finalidade lucrativa, dotadas de autonomia administrativa e financeira, visam promover competências pessoais, sociais e profissionais adequadas ao exercício de uma actividade profissional, que facilitem a reinserção socioprofissional de pessoas desempregadas, contrariando a pobreza e a exclusão social em que se encontram e estimular o desenvolvimento sócio-laboral para satisfação de necessidades sociais.

Esta medida tem por destinatários desempregados de longa duração e (equiparados) desempregados em situação de desfavorecimento face ao mercado de trabalho, de que são exemplo (n.º 3 do art. 3º da Portaria n.º 348-A/98) toxicodependentes em recuperação, beneficiários de rendimento mínimo garantido, jovens em risco, ex-reclusos.

Desta medida resultam vantagens para:

  • Beneficiários: aquisição de competências pessoais, sociais e profissionais; aumento da auto-estima e da auto-confiança; possibilidade de aprendizagem e exercício duma actividade profissional; direito a um contrato de trabalho e salário fixo; possibilidade de integração na empresa, na entidade promotora ou em outras medidas de emprego.
  • As Entidades promotoras: possibilidade de criar uma actividade socialmente útil na comunidade através dos apoios concedidos; possibilidade de integrar alguns dos trabalhadores em processo de inserção mediante a celebração de contratos sem termo, aproveitando a formação e experiência profissional adquirida; contribui para a alteração de mentalidades e atitudes das entidades promotoras face aos destinatários e beneficiação de apoios técnicos e financeiros e de um prémio de integração.
  • O desenvolvimento local: ao serem produzidos um conjunto de produtos ou serviços para responder às necessidades básicas das populações mais desfavorecidas.

Mesmo face às dificuldades destas empresas em tornarem-se auto-suficientes a nível económico (dado o elevado peso dos subsídios e custos com pessoal, contenção no plano de investimentos, prevalência de modelos de gestão e de recursos humanos que oscilam entre o informalismo e o autoritarismo e a permissividade e o paternalismo), e como conclui o estudo (Amaro, 2006), esta medida é considerada positiva ao contribuir para a conciliação da componente económica – produção de produtos e serviços, produção de riqueza… – e com a preocupação social de criação de postos de trabalho e inserção de populações desfavorecidas aplicando uma estratégia de reforço das suas competências pessoais, sociais e profissionais (logo, proporcionando processos de empowerment), particularmente por responder a necessidades sociais que o mercado não satisfaz e optimizando recursos com impacto nas dinâmicas de desenvolvimento local.

 

Empresa de Inserção Viveiros Dianova

Criada em Abril de 2000 pela Associação Dianova Portugal, com o apoio do I.E.F.P. e reconhecida pela Comissão para o Mercado Social de Emprego, para além da sua natureza comercial, esta empresa tem por objectivos a inserção de toxicodependentes reabilitados na vida activa (empregando actualmente cerca de 10 colaboradores); desenvolvimento e consolidação de competências sócio-profissionais; promoção de condições de emprego através da celebração de contratos de trabalho e profissionalização na área da floricultura.

Especializada no sector de floricultura sob abrigo (estufas) a Viveiros Dianova é uma empresa que se dedica à produção e comercialização de plantas de exterior, dispondo de grande variedade de plantas verdes e com flor, de qualidade e preços competitivos, entre as quais: Alfazema, Amor-perfeito, Begónia, Berberis, Bouganvillea, Cedrus, Gazania, Hortênsias, Jacarandá, Lavanda, Madressilva, Petúnia, Solanum Jasmim, Trepadeira, Verbena, dependendo da sua respectiva sazonalidade.

Localizada em Monte Redondo, Torres Vedras, e ocupando uma área de 10.000 m², a Viveiros Dianova encontra-se dotada de equipamento moderno e especializado – estufas climatizadas, sistemas de rega computorizados, misturadora e envasadora mecânica. O controlo de qualidade faz parte do processo produtivo, desde a plantação (por semente ou estaca) até à sua entrega final ao cliente em todo o território nacional continental.

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