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Entrevista a Raquel Campos Franco |
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| Revista EXIT 24 Abr-Jun 2010 "Formação no Terceiro Sector: que necessidades?" Sumário Executivo Raquel Campos Franco, Docente da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa (Porto), autora de estudos sobre o Terceiro Sector
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“Enquanto isso não acontece, temos que usar como referência esses dados, que apontam para um peso de 4,2% do Terceiro Sector português no PIB nacional e para uma força de trabalho de mais de 225 mil trabalhadores na medida de Equivalência a Tempos Inteiro (ETI). Hoje estes números são superiores. Os dados mundiais mais actuais que tenho, gerados pelo projecto da Johns Hopkins mundialmente apontavam em 2005 já para despesas totais na ordem de 1.6 triliões de dólares/ano, cerca de 33 milhões de trabalhadores ETI e cerca de 21 milhões de voluntários ETI.”
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“Os Estados, em particular os do mundo Ocidental, falemos da Europa, enfrentam desafios cada vez mais sérios ao nível da sustentabilidade, nomeadamente dos sistemas de Segurança Social. Não há mais recursos financeiros, há menos recursos financeiros, o que significa que os apoios às Organizações do Terceiro Sector não vão crescer, vão diminuir. Claro que num cenário de recessão, num curto prazo (ou médio) prazo, é provável que estabilizem, até porque o Terceiro Sector ocupa um papel de destaque na sustentação da sociedade e do próprio sistema económico, em particular o subsector da solidariedade social.”
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“Portanto, em Portugal acho que temos um desafio grande ao nível da transição das lideranças. Já se vêem, em encontros de instituições do Terceiro Sector, audiências rejuvenescidas, mas é preciso fazer um esforço ainda maior nesse sentido. É preciso que os mais jovens se interessem por este sector, sejam atraídos para ele, e possam assumir assim aqui a sua quota parte de responsabilidade.”
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“Algumas Organizações do Terceiro Sector estão profissionalizadas e muitas outras estão no caminho da profissionalização. A formação faz parte integrante deste processo e é fundamental. Numa primeira fase o investimento foi sobretudo ao nível da equipa técnica, isto é, ao nível das pessoas que levam a cabo as actividades de serviço aos beneficiários, sejam estas da área da psicologia, da assistência social, ou outras. ”
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“Em síntese posso dizer que a formação é fundamental para todas as pessoas nas Organizações do Terceiro Sector, sejam auxiliares, técnicos, direcções técnicas ou direcções voluntárias. Se se tem investido já bastante ao nível da formação dos primeiros grupos, hoje torna-se premente apostar na formação das direcções voluntárias. Que só têm a ganhar com isso, e que têm que ser permeáveis a isso. A qualificação destas instituições só é possível se as direcções voluntárias conseguirem dialogar com as direcções técnicas, e fazê-lo com o mesmo nível de compreensão técnica das questões de gestão.”
Ler entrevista integral em http://www.issuu.com/dianovaportugal/docs/exit_24_formacao
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