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Sabia que há 200 milhões de consumidores de drogas (representando 5% da população mundial)? 160 Milhões são consumidores de cannabis, 26 M de anfetaminas e ecstasy, 13 M de cocaína e 10 M de heroína.
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Sabia que Portugal é o segundo país da UE com maior incidência de problemas de saúde associados ao consumo de substâncias psicoactivas?
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Sabia que basta um (único) comportamento de risco para contrair (e ajudar a propagar) uma DST ou incorrer numa gravidez não desejada/planeada e em idade precoce?
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Sabia que o álcool é o principal motivo de sinistralidade, particularmente aos fins-de-semana e entre jovens adultos?
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Sabia que Portugal detém a maior taxa de encarceramento da EU? Cerca de 14.000 reclusos, com 55% destes por crimes associados à toxicodependência, 14% HIV+ e 30% HVC/B+.
Evitar, atrasar e/ou controlar as variáveis que levam aos consumos, particularmente entre jovens, é a essência da Prevenção. Informando-se e educando-se, a si e aos outros, pode melhor combater a discriminação e estigmatização. Saiba como debelar e minorar os efeitos nefastos desta problemática…
Considerada como um conjunto de estratégias que visam criar e manter estilos de vida saudáveis, a Prevenção Primária para ser mais eficiente deve englobar a cooperação, articulação e mobilização das comunidades locais, instituições e sistemas sanitários, educativos e legais. Enfatizando os princípios da coordenação e racionalização de meios e da participação subjacentes à estratégia nacional de luta contra a droga, a Associação Dianova assume as suas responsabilidades sociais face a esta problemática, prosseguindo um dos seus objectivos chave: promover acções orientadas à prevenção primária.
Através desta intervenção procura-se sobretudo reduzir a vulnerabilidade do indivíduo face a condições susceptíveis de aumentar os riscos de utilização de drogas e ou do desenvolvimento de dependência. Prevenir comportamentos aditivos passa não pela mera interdição ou informação, mas pelo respeito face ao outro enquanto portador de uma personalidade que encerra em si capacidades e debilidades. Prevenir o uso / abuso de substâncias psicoactivas passa por dotar e garantir o desenvolvimento saudável de qualquer pessoa, competências que passam pela promoção da auto-estima, capacidade de decisão, gestão de sentimentos, estimulação da motivação, entre outras.
Prevenir é assim:
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Antecipar-se ao surgir do problema, conhecendo os factores de risco que o provocam e intervindo sobre eles.
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Educar através da promoção do desenvolvimento integral da pessoa e favorecer o seu processo de maturação para que, caso haja contacto com as drogas, não se torne dependente das mesmas, fomentando-se estilos e hábitos de vida saudáveis que actuem como factores de protecção face ao uso indevido de substâncias como a cannabis, álcool, tabaco, ecstasy, cocaína, psico-fármacos…
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Ir além da mera informação sobre as substâncias, os riscos de consumo e suas consequências.
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Fomentar o desenvolvimento de habilidades e recursos pessoais que reforcem e tornem o adolescente menos vulnerável às pressões que exerce o ambiente no estímulo ao consumo de substâncias (amigos, pessoas de referência, meios de comunicação social, sociedade…).
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Reforçar a auto-estima do adolescente, a confiança para tolerar a frustração e melhorar o controlo emocional, de forma que a sua motivação para alcançar metas vá além do imediato e permita um esforço continuado.
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Fomentar alternativas de ocupação de tempo livre que ajudem a eleger estilos de vida saudáveis, incompatíveis com o uso de drogas.
Tendo em conta as características do público-alvo, há elementos a considerar no delinear de estratégias para informar, educar e sensibilizar. Sendo os jovens um dos principais públicos-alvo, enumeramos os principais factores de risco e de protecção face ao consumo:
Factores de risco associados aos consumos de substâncias psicoactivas
- Nível individual:
- Insucesso escolar e abandono precoce da escola;
- Comportamentos violentos e anti-sociais, com persistência de atitudes contra a lei e a ordem;
- Experimentação de drogas em idade precoce;
- Pouca resistência à pressão de grupo na adolescência e frequência sistemática de grupos juvenis onde existe o abuso de álcool e outras substâncias psicoactivas;
- Baixa auto-estima.
- Nível familiar:
- Precariedade económica do agregado familiar, com carências de habitação e emprego estáveis;
- Famílias desagregadas ou em ruptura, com evidentes dificuldades de comunicação:
- Ausência de suporte emocional dos adultos, com falta de manifestações de carinho e envolvimento afectivo desde a 1ª infância;
- Expectativas irrealistas face ao desempenho dos jovens.
- Nível escolar:
- Estabelecimentos de ensino dimensionados de forma incorrecta e com instalações precárias, tais como falta de instalações desportivas e lúdicas;
- Escolas com mau ambiente escolar, nomeadamente ausência de de regras e conflitos permanentes;
- Baixo envolvimento estudantil.
Factores protectores:
- Boa auto-estima, crenças de auto-eficácia, capacidade de resolução de problemas, competências de relacionamento inter-pessoal e expectativas realistas;
- Famílias com intimidade, envolvimento afectivo, padrões de comunicação claros e fronteiras nítidas, em que a colaboração familiar é realizada num ambiente de interdependência;
- Escolas promotoras do envolvimento dos alunos nas actividades, sendo os estudantes ouvidos nas tomadas de decisão e valorizada a sua competência em diversas áreas;
- Comunidades activas nos programas de prevenção, fomentando a discussão do problema e a utilização de estratégias de resolução.
Refira-se que quanto maior for o investimento e envolvimento de pais, comunidade e governo, crescem em proporção os benefícios de médio e longo prazo:
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Diminuição dos custos sociais e de saúde pública.
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Maior estabilidade e segurança públicas.
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Menor incidência de doenças infecciosas associadas aos consumos.
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Incremento da defesa de valores sociais e familiares promotores de saúde.











